Inovação para start-ups

Recentemente me perguntaram se pequenas empresas ou start-ups também inovam. Penso que estas empresas é a que mais inovam, inclusive se pensarmos nas interessantes maneiras que inovam em gestão. Para superar os desafios do início, o empreendedor é um inovador nato.

Não é necessário investir milhões de reais ou possuir um diferencial tecnológico complexo para ser inovador. Várias das inovações que conhecemos são simples e integram tecnologias ou plataformas já existentes. Quando olhamos os dados do IBGE, apesar de um pouco defasados, vemos que as pequenas empresas são as que mais inovam proporcionalmente ao seu bugdet. A taxa de inovação proporcional destas empresas supera os esforços das grandes.

As vezes, a flexibilidade de gestão que estas empresas possuem, principalmente no que tange ao seu processo decisório, permite um maior atrevimento (ou ousadia) no mercado. Quando possuem bons empreendedores tecnológicos em sua equipe, esta estrutura é bastante interessante para desenvolver soluções e explorar novas oportunidades. Inclusive, a tática de criar uma nova pequena empresa à partir de uma grande (spin-off empresarial) tem se mostrado uma boa estratégia para as grandes empresas.

No entanto, os empreendedores start-ups não devem se esquecer que um dos fatores críticos de sucesso de seus esforços reside na boa gestão de seu empreendimento. A tecnologia, por sí só, não resolve todos os problemas, afinal a inovação é um resultado – ou seja, precisamos gerar impacto na sociedade e capturar o seu valor.

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7 Responses to “Inovação para start-ups”

  1. horacio disse:

    A inovação muitas vezes não vem dos grandes players e concordo plenamente que startups tem que inovar desde o início em todos os aspectos.

    A própria utilização de aplicações web para gestão e controle de processos está começando pelas statups, micro e pequenas empresas e representa uma inovação interessante justamente no calcanhar de aquiles da maioria das empresas nascentes.

  2. O calcanhar de aquiles da maioria das empresas nascentes é justamente ampliar a rede de articulações de forma otimizada. O relacinamento com os fornecedores, clientes, parceiros, investidores, agentes financeiros e de fomento deve seguir um planejamento estratégico bem estruturado. Os canais de comunicação com os “stakeholders” devem ser estruturados em uma plataforma de comunicação bem estruturada com ambientes colaborativos. O dinamismo dos novos modelos de negócios exite uma comunicação eficiente, valendo-se de ferramentas interativas. O plano de negócios deve ser espelhado no plano de comunicação das novas empresas. Esta é a minha visão a respeito do calcanhar de aquiles: comunicação estratégica.

  3. millor disse:

    Guilherme,
    Excelente post.

    Para complementá-lo, falo uma frase que vi numa palestra de Fábio Seixas, da Camiseteria.
    “No mundo de hoje, inovar é mais seguro do que ficar parado”. Ou coisa parecida…

    Isso se deve justamente pelo fato de existir uma oferta absurdamente grande pra quase qualquer tipo de serviço. É preciso inovar para criar uma demanda que ainda não foi satisfeita por essa oferta gigantesca. E fazer isso é algo que as empresas muito grandes não conseguem pq pra elas o ideal é sugar o lucro do que já existe, não partir para lugares arriscados.

    Você já leu A Vaca Roxa, de Seth Godin? Se não leu, vá lê-lo agora. É fantástico! É lindo! É simples! É objetivo e vai te dar todos os argumentos necessários para mostrar para alguém que não inovar é uma estratégia idiota.

    Abraços!

  4. Olá pessoal, obrigado pelos comentários.

    Millor fechou muito bem. “Ser suficientemente bom já não é suficientemente bom”, de A Vaca Roxa.

    A qualidade total não é mais um diferencial, é pré-requisito. Inovar, não só no produto, é essencial.

  5. tati disse:

    Concordo com o Guilherme que um dos fatores críticos de sucesso das start-ups reside na boa gestão do empreendimento.
    De nada adianta usar e abusar da criatividade, da tecnologia e do marketing se não há uma preocupação com a base, com métodos de trabalho para si (empreendedor) e para sua equipe (mesmo que pequena!).
    Investir em um Fluxo de trabalho, em passos de execução e ação são tão importantes quanto os outros elementos da inovação.

  6. millor disse:

    Tati,
    Isso é algo que converso muito com Luiz. Tudo tem sua hora e seu tempo.
    Não se pode querer inovar (caos) e gerenciar (organização) ao mesmo tempo.

    É tudo um processo.

    Antes de criar a inovação, o céu é o limite, qualquer criatividade é bem-vinda. Na hora de colocar a inovação em prática, aí sim você precisa de um bom gerenciamento.

    Sem dúvidas os 2 são fundamentais para um empreendimento triunfar. Sem um deles, o outro não serve pra muita coisa.

    Abraços!

  7. [...] Este texto foi escrito por Guilherme Pereira, consultor associado do Instituto Inovação, e postado originalmente aqui. [...]

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