Tido como um caso interessante de inovação no posicionamento de mercado, o modelo low-cost para as companhias aéreas mostrou-se muito interessante não só em países em desenvolvimento. O modelo, no Brasil iconizado pela Gol Linhas Aéreas, mostrou grande aderência ao incluir as classes C e D como potenciais usuários da malha aérea. Contudo, as empresas aéreas já não navegam mais no oceano azul.
Nos últimos anos, analistas observam uma nova abordagem no modelo de negócios de algumas cias aéreas, como a Ryanair. Ela oferece passagens na europa a custos proporcionais a R$50,00 ou até menos. Como consegue isto? Através da complementação de sua receita por serviços não ligados diretamente à locomoção aérea do passageiro. Ela realiza seus vôos à partir de aeroportos secundários e fez parcerias com diversos estabelecimentos de serviços que servem estas localidades. Por exemplo: a Ryanair oferece vôos de Roma para uma cidade a 100km de Paris, e fez uma parceria com uma linha de ônibus que liga a cidade ao centro de Paris. Parte da receita da empresa de transporte terrestre nesta linha é revertida para a empresa áerea.
Além de parcerias como esta, que envolve também os serviços de alimentação nos aeroportos servidor, a receita extra tickets é obtida através de: propaganda a bordo, propaganda no website, parceria comissionada com locadoras de veículos e hotéis, alimentos e bebidas vendidas a bordo, cobrança por bagagens excedentes, seguros e check-in prioritário vendido com os tickets, produtos livres de imposto vendidos a bordo, raspadinhas vendidas a bordo, tarifas de uso de cartão de crédito, tarifas de alteração de tickets, cobrança de chamadas à central de atendimento, entre outros.
Se dependesse apenas das vendas das passagens, a empresa operaria no prejuízo. Empreendedores, perguntem-se: o que, além do meu produto, poderia oferecer ao cliente? Como agregar e capturar valor ao meu processo comercial? Existem oportunidades para a perenização da receita de sua empresa através de serviços complementares, tente fazer este exercício.
Instituto Inovação