Reginaldo, o garçon alegria da padaria!

março 5th, 2010 by maurohenriquetoledo

E tenho dito e rindo dos carrancudos de plantão. Sábado passado, fim da aula matinal de teatro, Alzira e eu vamos almoçar, onde? Padaria do bairro, feijoada, oba! Nada disso, dietinha básica pós-carnaval. Para sair da rotina, uma padaria nova. Salão pequeno, lotado, vi uma mesa ao fundo, lá vamos. Cantinho apertado, empurrei a mesa para sentar-me e a garçonete sem nem cumprimentar diz, – Não precisa empurrar a mesa desse jeito. – Precisa sim, eu disse, fica mais fácil para eu me sentar. Pronto, bastou minha ação-resposta diferente pra ela fechar a cara e me passar o cardápio como se me entregasse um tijolo. E lá se foi a moça, zangada. Cada um com seus “pobrema”, pensei. O meu “pobrema” era o cardápio: feijoada, feijoada, fei-jo-a-da. Não, nada de feijoada. Frango grelhado, queijo minas e salada variada.

Levanto a mão para fazer o pedido. A mesma garçonete me olha e faz que não me viu. Olho para o lado e lá vêm outro garçon, todo atenção, sorriso no rosto, diz: – Boa tarde. Pois não, amigo?  Fizemos o pedido e ele, – Para beber? Já tomaram suco de clorofila? É uma delícia e faz muito bem pra saúde. – Ótima sugestão, concordei. – Se precisar de algo é só me chamar, chefia. Meu nome é Reginaldo. Agradecemos. A partir daí passamos a reparar e comentar as diferenças na postura atendimento de Reginaldo e da garçonete. Ele, bom humor, simpatia, cortesia, ela eficiente, mas sem alegria. Lugar aprazível se tornava a padaria com o atendimento de Reginaldo. E claro, comida boa, preço bom. E ao sair o famoso “Volte sempre”, dito por quem? Por Reginaldo, finalizando o ótimo atendimento.

Sábado hoje, mesma cena de fim de aula de teatro, almoçar onde? Claro, padaria do Reginaldo. Prá nós ele já era o dono da padaria. Lá fomos. Lotado o lugar e cadê o Reginaldo? Não víamos. Não havia mesa e sentamos no balcão de frente para o balconista que espremia laranjas. Peço um suco de clorofila e Alzira pergunta. – Cadê o Reginaldo? Ao som do espremedor escutamos de dentro do balcão, – E aí, chefia? Beleza? Era o Reginaldo, que gentilmente se lembrava da gente e que naquele dia não atendia no salão. Gritei, – Por que te trancaram aí dentro hoje? Você devia estar aqui fora atendendo o povo. Reginaldo não ouve por causa do barulho do espremedor, mas o colega dele responde alto: – Melhor assim, pelo menos aqui dentro ele trabalha e para de brincadeira.

Caros leitores desta singela crônica cotidiana, minha pergunta reflexiva: até quando brincar e demonstrar genuína alegria será visto como irresponsabilidade no local de trabalho?

Lembro-me de velha frase usada pelas pessoas quando prestes a ficarem nervosas: “Pare com isso. Você está me tirando do sério!” Amigos, imploro: “Me tirem do sério”. Alegria é criatividade. Alegria é diferencial. Alegria contagia. Alegria, pedaço gostoso do nosso pão de cada dia. Falta de alegria pode ser sinal de inadequação e problemas. Nada contra a seriedade nos momentos de responsabilidade, mas a falta de alegria é um sintoma de que as coisas estão ficando “brabas”. E é aí que o bicho pega.

Salve Reginaldo, torne-se empreendedor e monte a sua própria padaria!

E se uma árvore cai na cabeça do cliente?

fevereiro 10th, 2010 by maurohenriquetoledo

E tenho dito e me irritado. Calma, é só começo de 2010, olha o estresse à toa, calma. Mas existem coisas que me aborrecem e uma delas é falta de educação de seguranças em porta de escola particular, principalmente quando esse profissional não está orientado pela direção da escola para questões de trato social (educação), discurso ecológico e tais de marketing sustentável. Resumindo: além de ser mal-educado no trato com o público, o segurança era ignorante mesmo, no sentido de ignorar valores relevantes para a educação no mundo de hoje.

Vinha eu de uma caminhada matinal e ao passar pelo Colégio São Sabas vi uma bela árvore, um chorão, com as raízes carcomidas por cupim ou outros bichos. E do jeito que anda caindo árvore na cabeça dos outros nos temporais em São Paulo, essa questão de cuidado e segurança me chamou a atenção. Esta árvore precisava de ajuda para se recuperar e claro, para não fazer um estrago maior caindo sobre a cabeça de pais e alunos da escola. Estou exagerando? Dias atrás caiu sobre um carro e matou um. No parque Burle Marxcaiu um eucalipto imenso, que estava lindo por fora, mas podre por dentro e agora virou banco. O segurança desta escola era meio assim também, bem-vestido, mas por dentro …

Fui ao segurança e lhe disse:

- Bom dia. O senhor é segurança aqui, não é?

- Sim, sou.

- Aquela árvore está com as raízes podres. É preciso fazer alguma coisa.

- Ah, já falamos com a prefeitura para vir cortar, mas eles não vêm.

- Não precisa cortar, é preciso antes ver se existe um tratamento. Ela está firme e pode se recuperar.

- Ah, mas aí a gente não pode fazer nada, não. Ela fica em frente ao vizinho da escola. Não é da nossa alçada.

(vou intervir no diálogo aqui, ele não falou assim, não. Apesar de não resolver nada,  achei que ficaria bonito ele ter dito “não é da nossa alçada” e de ótimo humor se ele em seguida completasse “não é da nossa calçada”).

Mas ele disse assim:

- A árvore é do vizinho. Não é da nossa conta.

- Mas não param carros aqui para deixar e buscar as crianças?

- Param.

- Então? Se o vizinho não faz nada é preciso insistir para falar com ele. Olha, é perigoso, se não cuidar dessa árvore ela pode cair e matar alguma criança ou pai da escola.

E ele, para encerrar conversa, finalizou eloquente:

- Olha, aí o senhor vem buscar o corpo.

Calei-me diante desta resposta sabiamente ignorante. E saí pensado por uma fração de segundos: não será mesmo da minha conta? E respondi: a ignorância é uma doença contagiosa. Onde é que está a cura? Respondi: nos administradores.

Colégio São Sabas, por favor, cuide da segurança das árvores de sua rua e oriente seus seguranças para darem melhores respostas atenciosas. Clientes, crianças, pais e os atentos estressados de plantão como eu, agradecem.

Exame de próstata e um toque de atendimento!

fevereiro 6th, 2010 by maurohenriquetoledo

E tenho dito e minha vida é livro aberto: fiz meu check-up de meia idade, inclusive ele: o tão famoso toque de próstata. Após os quarenta, esse e outros toques são ítens obrigatórios de revisão e manutenção. Coração: ok, com o alerta comum a tantos do colesterol alterado. Dermatologia: quase ok. Cabelos caem e não há muito o que fazer. Para a pele, sim: cremes de vários preços e protetor solar fator 30, básico. E afinal: o exame de toque de próstata. Tá. Entrei na sala tímido e desconfiado. Porém, achei o médico bastante interessante, por causa da qualidade do atendimento.

Temos a expectativa dos médicos especialistas consulta fast-food e quem me atendeu quebrou paradigma. Da atenção restritamente especializada de consulta rápida para a atenção especialmente humana e generalizada. Atenciosamente perguntou muito e ouviu interessado sobre meus hábitos alimentares, histórico familiar, estado emocional, humor, mal-humor e outras percepções de mim mesmo, por mim mesmo. Após a audição especializada, disse-me que o toque, graciosamente retratado nas piadas, teria que ser adiado para após exame de sangue e de uma batelada de exames high tech da região abdominal: fígado, pâncreas, rins, bexiga e adjacências todas. Não chegara a minha vez. E além disso uma lição maior: surpresa e satisfação por um médico especialista preocupar-se em ouvir e ajudar-me a analisar minha condição física-mental naquele momento. Diagnóstico perfeito, completo.

Comentei com meu amigo Dr. Hamburger PhD sobre a qualidade desse atendimento e soube que é uma nova postura recomendada por algumas faculdades para a formação médica atual. Uma orientação para a busca de atendimento diferenciado que, antes de pensar em dizer: – “tome isso, engole e cala-te”, pré-escreve ouvindo, desejando compreender o ser humano por completo, globalizado, holístico, íntegro, digno e único.

Feito todos os exames, voltei ao médico. Confesso que, ainda nem um pouco ansioso pelo toque fatal. Ele analisou o exame de sangue com a taxa do psa, indicador inconteste da situação geral da próstata: deu normal. Maravilha. Tentei me despedir e sair de fininho aproveitando a deixa, mas não, enfim, chegara a hora da comprovação final. Relaxei. O toque.

Caro leitor, se você tem mais de quarenta e não tem experiência homosexual, recomendo: relaxa homem. O toque não irá influenciar sua opção sexual e nem fazer perder a graça das piadas sobre o tema, pela imaginação humorística privilegiada do brasileiro. Mas se, após o exame, lhe bater vontade de sair do armário, assuma, be happy. Sempre é tempo de encarar o verdadeiro sentido da existência. Porém, tão importante quanto é que, após esse toque especialmente diferente, você pode ter certeza de que prevenir é sempre melhor do que remediar. Viva com alegria, viva com saúde e inteligência.

Empreendedorismo religioso: sem impostos!

fevereiro 5th, 2010 by maurohenriquetoledo

Salve realizadores EDB. Compartilho matéria da Folha de São Paulo. Segue o texto de abertura e abaixo o link para saber mais …

Negócio da China: igrejas

Folha de São Paulo, 03/12/2009

O primeiro milagre do “heliocentrismo”.

Hélio Schwartsman

Eu, Claudio Angelo, editor de Ciência da Folha, e Rafael Garcia, repórter do jornal, decidimos abrir uma igreja. Com o auxílio técnico do departamento Jurídico da Folha e do escritório Rodrigues Barbosa, Mac Dowell de Figueiredo Gasparian Advogados, fizemo-lo. Precisamos apenas de R$ 418,42 em taxas e emolumentos e de cinco dias úteis (não consecutivos). É tudo muito simples.
Não existem requisitos teológicos ou doutrinários para criar um culto religioso. Tampouco se exige número mínimo de fiéis.
Com o registro da Igreja Heliocêntrica do Sagrado Evangélio e seu CNPJ, pudemos abrir uma conta bancária na qual realizamos aplicações financeiras isentas de IR e IOF. Mas esses não são os únicos benefícios fiscais da empreitada. Nos termos do artigo 150 da Constituição, templos de qualquer culto são imunes a todos os impostos que incidam sobre o patrimônio, a renda ou* os serviços relacionados com suas finalidades essenciais, as quais são definidas pelos próprios criadores. Ou seja, se levássemos a coisa adiante, poderíamos nos livrar de IPVA, IPTU, ISS, ITR e vários outros “Is” de bens colocados em nome da igreja.
Há também vantagens extratributárias. Os templos são livres para se organizarem como bem entenderem, o que inclui escolher seus sacerdotes.
Uma vez ungidos, eles adquirem privilégios como a isenção do serviço militar obrigatório (já sagrei meus filhos Ian e David ministros religiosos) e direito a prisão especial.*

http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/helioschwartsman/ult510u660688.shtml

Curta fabula da formiga desmotivada!

fevereiro 4th, 2010 by maurohenriquetoledo

E tenho dito: nós da Teatrês, durante os cursos e treinamentos, ficamos sabendo de boas histórias corporativas.

Hoje uma curta história fabulesca da formiga e seu trabalho, no coments.

Era uma vez …

Todos os dias, uma formiga chegava cedinho ao escritório e pegava duro no trabalho.
A formiga era produtiva e feliz. O gerente marimbondo estranhou a formiga trabalhar sem supervisão. Se ela era produtiva sem supervisão, seria ainda mais se fosse supervisionada. E colocou uma barata que preparava belíssimos relatórios e tinha muita experiência, como supervisora.

A primeira preocupação da barata foi a de padronizar o horário de entrada e saída da formiga. Logo, a barata precisou de uma secretária para ajudar a preparar os relatórios e contratou tambéM uma aranha para organizar os arquivos e controlar as ligações telefônicas.

O marimbondo ficou encantado com os relatórios da barata e pediu também gráficos com indicadores e análise das tendências que eram mostradas em reuniões.
A barata, então, contratou uma mosca, e comprou um computador com impressora colorida. Logo, a formiga produtiva e feliz, começou a se lamentar de toda aquela movimentação de papéis e reuniões!

O marimbondo concluiu que era o momento de criar a função de gestor para a área onde a formiga produtiva e feliz, trabalhava. O cargo foi dado a uma cigarra, que mandou colocar carpete no seu escritório e comprar uma cadeira especial..
A nova gestora cigarra logo precisou de um computador e de uma assistente a pulga (sua assistente na empresa anterior) para ajudá-la a preparar um plano estratégico de melhorias e um controle do orçamento para a área onde trabalhava a formiga, que já não cantarolava mais e cada dia se tornava mais chateada.

A cigarra, então, convenceu o gerente marimbondo, que era preciso fazer um estudo de clima organizacional.Mas, o marimbondo, ao rever as cifras, se deu conta de que a unidade na qual a formiga trabalhava já não rendia como antes e contratou a coruja, uma prestigiada consultora, muito famosa, para que fizesse um diagnóstico da situação.

A coruja permaneceu três meses nos escritórios e emitiu um volumoso relatório, com vários volumes que concluía: “há muita gente nesta empresa”.

E adivinha quem o marimbondo mandou demitir? A formiga, claro, porque ela andava muito desmotivada e aborrecida.

Bom trabalho a todas as formigas !

O pulo do rato

janeiro 26th, 2010 by maurohenriquetoledo

E tenho dito! Um termo popular interessante, tipo gíria, é “o pulo do gato”, aplicado para dizer que fizemos a coisa certa na hora certa e obtivemos certo sucesso. Mas acabo de ler um livro com o título esperto de “O pulo do rato”. Um consultor no-tupiniquim  escreveu de maneira curiosa sobre o lado obtuso e amoral da “comunicação pessoal”: dicas de como “se dar bem” no ambiente de negócios, mas não necessariamente fazendo papel de bom moço. Mais explicitamente: como usar habilidades e talentos manipulando informações para obter poder e influência… ou como se tornar um ratão!

O escritor divulga sua interessante e divertida tese (ele escreve sério, mas tem bom-humor) e ilustra com casos empresariais de sua própria experiência, fazendo uma análise das conjunções e estratégias pessoais e interpessoais envolvidas nas organizações com fins lucrativos. Faz também uma crítica ao sistema “rhs, gurus e consultores” quando  manipulam informações e estatísticas para fazer as pessoas trabalharem pelo bem da empresa. Ele chama a atenção para aqueles que discursam em nome de “valores nobres” como solidariedade ou colaboração, mas que fundo tem apenas o interesse de sugar as energias dos incautos e ingênuos (se aproveitando dos ratinhos novos e inexperientes que ainda não foram iniciados na arte da vermicidade – hehe).

Porém, o mais curioso são as definições que o autor dá à duas palavras que me são caras: administrador e retórica. Segundo o escritor, uma definição de administrador é “alguém que consegue restringir o comportamento dos outros para atingir seus próprios objetivos”. E retórica, ele diz “a  questão não é falar a verdade, mas sintonizar corações e mentes dos outros numa direção que você considera desejável”. O livro tem ainda testes para sabermos qual o nosso nível de vermicidade ratórica. E claro, fala de Maquiavel, o príncipe. Boas reflexões e um pouco de história da liderança.

O humor que me despertou o autor me fez pensar em lançar um curso “Como se tornar um rato e se dar bem nos negócios”. Mas desisti da idéia. Acho que um curso assim não vai despertar o menor interesse das pessoas. Será mesmo? Não, claro que não. Vamos acreditar nos valores nobres e altruístas (viva por um mundo melhor, faça a sua parte). E acreditar que os ratões maniqueístas e manipuladores estão com seus dias contados, tanto nas empresas quanto na política. Porém … é sempre bom saber como eles pensam e agem, porque afinal, por trás de uma boa intenção e um tapinha nas costas pode haver sempre um rato bem formado querendo mexer no nosso queijo.

Dia 30 de janeiro, venha fazer o curso que é o pulo do gato: 12 personagens para falar em público – pule nessa: http://www.teatres.com.br/eventos-business/curso-12-personagens.html

Avatar

janeiro 19th, 2010 by maurohenriquetoledo

E tenho dito e visto! Avatar, eu vi. Quem não vir, vai perder uma das grandes viagens da telona. Mas tem que ver o filme em 3D, com aqueles óculos especiais estranhos, sem eles, sem graça. E soube por um amigo que os óculos 3D nos states são melhores e que o preço do ingresso lá é a metade do preço daqui, benefícios que logo estarão em cartaz por aqui também (rsbi: riso besta irônico!). E Avatar faz tamanho sucesso que outros estúdios pararam produções em andamento para começar do zero em 3D, entre elas: o Homem Aranha 4. Isso é revolucionar o mercado. Não assisti nenhum dos Aranha no cinema, mas o 4 em 3D tô na teia. É uma viagem diferente e divertida, empreendimento  inovador, talvez não em idéia, mas em formato e realização. E sobre o desafio de fazer um filme deste porte …

… achei entrevista sobre James CAmeron na Rolling Stones espanhola, que a edição brasileira de janeiro traz na íntegra. Abaixo alguns trechos me chamaram atenção: há 13 anos, o diretor fez Titanic, primeira bilheteria de todos os tempos e só agora voltou com Avatar, que já está como segunda bilheteria da história. O projeto começou a ser idealizado em 1994 e o cara pensou, escreveu e produziu o filme (olha só o tempo como valor). A entrevista mostra também como ele é focado em resultado e com um estilo de liderança que chamam de napoleônica, tendo fama de arrogante e  intratável. Ah, na entrevista James diz que tomava LSD com dezessete anos. No filme, com certeza, ele homenageou suas memórias lisérgicas fazendo arte revolucionária em grande estilo (esse meu comentário não quer dizer que ácido faz de quem usa um diretor de sucesso).

E como dramaturgo e consultor de comunicação da Teatrês, uma dica para se refletir sobre o enredo do filme. Ele trata de Valores! São dois mundos em conflito: o mundo dos “conquistadores humanos” e o mundo dos “a serem conquistados, os alienígenas”. A ponte entre eles: um ser humano que precisa compreender os valores dos alienígenas para poder convencê-los a deixar seu habitat, seus valores. A história deste ser humano, vivendo entre dois mundos de valores diferentes e fazendo a ponte entre eles é que dá a dimensão da ação central do filme. E o conflito deste personagem, adequando-se a estes valores, é que prendem nossa atenção racional e emocional por quase 3 horas! A primeira bilheteria da história: um filme no mar. E agora caminhando para ter êxito com um roteiro futurista no espaço. Empreender é realizar e o resultado a gente vê (literalmente). Veja o filme, leia a entrevista!

Salve, salve!

TAM e um atendimento Segurança Nacional

janeiro 15th, 2010 by maurohenriquetoledo

E tenho dito! Escrevo hoje sobre caso sério de atendimento ao cliente (pela TAM SP) com risco de segurança nacional. Em 11/12/2009 eu e Alzira (Teatrês) daríamos nosso curso 12 Personagens de postura de comunicação em vendas para a Mirasul, em Porto Alegre. Um grupo de trinta e cinco vendedores da empresa de todo o Brasil nos esperava para oito horas de treinamento na sexta, pela manhã. Sairíamos de São Paulo na quinta-feira às 22h00, último vôo, para pernoitar em Porto e dar o curso na manhã combinada. Noite do vôo, 21h10, tickets nas mãos, Congonhas, entrada para embarque e BARRADOS DE EMBARCAR por um funcionário da TAM …

O nome na reserva de passagem da Alzira não batia com o rg apresentado por ela. Explico: ao pedir as reservas ao cliente enviei o nome artístico e no embarque ela estava com o rg oficial: Alzira (sobrenome outro). Não teve jeito, ela não poderia embarcar sem apresentar o rg que batesse com o nome artístico, mesmo que os números fossem idênticos aos do rg da reserva. Ela tinha o rg de solteira com o nome igual ao da reserva, mas estava em casa e não havia tempo para pegar taxi, ir pra casa, achar o rg, voltar e embarcar. Ufa!

Argumentamos de todo jeito, último vôo, trabalho na manhã seguinte, o número do documento batia, ela era mesmo e nada. Da decepção do embarque para o balcão da TAM. Pedimos por Jesus, por Lula, por nossos filhinhos e nada. Alzira não poderia embarcar. Exagerei nas súplicas e veio o argumento do atendimento que me convenceu a parar de insistir: “Meu senhor, não podemos deixá-los embarcar com o rg sem bater com o nome da reserva do vôo. É uma questão de segurança nacional. Imagina o caos se essa regra de segurança não for respeitada. Qualquer um poderá viajar e causar problemas”. Argumentação perfeita. Segurança nacional, nossa vida, um louco com rg de outra pessoa, atentado, bomba, queda, horror nos céus! Aceitei, calei-me e fui pagar pela minha distração de dar o nome artístico para a reserva.

Alzira ficou, fui sozinho, chato. Compramos outra passagem para quatro da manhã do dia seguinte, de Cumbica, tanto tempo perdido, passagem por nossa conta, prejuizo assumido orgulhosamente por conta da segurança nacional. Enquanto eu voava pensando no eficiente argumento da TAM para nos separar, Alzira voltou para casa, pegou o rg de solteira com o nome artístico, dormiu umas poucas horas, gastou mais um taxi para Cumbica e no dia seguinte, estava às sete da manhã em Porto Alegre, cansada mas entusiasmada para o curso, que foi fantástico.

Hora de voltar para casa, Aeroporto Salgado Filho, Porto Alegre, portão de embarque, felizes pelo curso, Alzira orgulhosa com o rg oficial na mão, pronta para mostrar o documento cuja falta impediu que ela embarcasse em São Paulo por questões de segurança nacional. Apresentamos o ticket e … passamos incólumes pelo portão de embarque sem que nenhum funcionário nos pedissse qualquer documento, surpresos, irritados e inconformados com a segurança nacional da TAM. Cara de palhaços!

Alzira, para se acalmar, foi comprar quilos de chocolates de Gramado, excelentes. Eu procurei dois pilotos da TAM que estavam por ali, comentei e eles me orientaram a usar o contato “fale com o presidente” da TAM. O que tento fazer agora para expor minha indignação pelo estresse, prejuízo de tempo, material e moral com esse argumento falho e perigoso da segurança nacional, que, por razões óbvias, a TAM deveria se preocupar em ter uma atitude irrepreensível e única para todo o território nacional, e não apenas para São Paulo.

Salve, Salve, minha santa de devoção: Santa Paciência!

Olá, mundo!

janeiro 4th, 2010 by maurohenriquetoledo

Parabéns, brilhante iniciativa.

Sou consultor de comunicação com teatro, ator, músico e dramaturgo e para mim, teatro tem tudo a ver com empreendedorismo. Neste blog quero ser atuante escritor e relatar experiências de como nosso teatro e técnicas teatrais tem ajudado pessoas e empresas a se comunicarem mais e melhor. Melhor comunicação, melhor qualidade nas relações, nas informações e mais sucesso. Desde já, coloco-me à disposição para quaisquer trocas de idéias, dúvidas, debates construtivos e sobre tudo a ver com nosso idioma teatrês. Aproveito para dizer que a Teatrês, nossa empresa, realiza cursos livres de teatro com foco em expressão e comunicação pessoal e fazemos teatro corporativo, cursos para falar em público, criação de cases de atendimento e vendas e peças teatrais corporativas sob-medida.

TEATRO E EMPREENDEDORISMO

Permitam-me a analogia: o artista cria sua obra de ficção e o empreendedor cria sua real empresa-obra. Tanto idéia ficção, quanto idéia produção-serviço ativam a busca da melhor forma, usando estudo, trabalho, criatividade, imaginação, comunicação, processos, relações, ações e realizações. E tudo acontece no momento AGORA, no presente, sendo que passado e futuro devem ser considerados; o passado como guia pelas reflexões sobre experiências que deram certo ou não, e o futuro como possível cenário a ser criado. E enquanto isso, as mudanças cada vez mais rápidas, exigindo capacidade de improvisação, adequacção, flexibilidade e adaptação. E o contexto muda, e o texto idem. Não parece uma obra de arte real, sendo escrita a cada dia?

SOBRE O ATOR E O TEMPO PRESENTE:

Em dramaturgia, para criar ou estudar uma cena de teatro, usamos o termo Ação Presente de Cena para aferir a qualidade da cena (qualidade aqui é designada não como valor de bom ou ruím, mas como critério de complexidade emotiva do personagem, se é herói, se é vilão, se tem as duas qualidades, porque não?)

O ator, para entrar em cena e representar seu personagem na cena presente, estuda o passado e o futuro do personagem através da obra do autor. Afinal, o autor quer deixar uma mensagem a quem assiste a obra, ele quer dar a sua opinião sobre o mundo e faz  isso através da sua obra. Em teatro, a obra começa no autor e só se realiza quando o público assiste a obra, alí ao vivo. E o bom ator faz essa ponte, entre o que o autor quis dizer com sua obra e sobre a melhor forma para o público reagir a essa obra. E para representar bem seu personagem o ator precisa estudar também as relações entre os outros personagens na obra. Assim, com uma idéia ampliada do passado, presente e futuro do personagem que deverá representar, o ator entra em cena consciente da razão e da emoção que moverão suas ações objetivas no drama, relacionado sempre às relações com os outros personagens do drama. Assim, munido de arte, técnica, corpo, voz, retórica, imaginação e intuição, o ator preparado que estudou seu papel, se entrega a representação da cena para deixar a impressão pretendida (resultado). E quanto mais verdade do ator em sua interpretação, mais empatia com sua platéia, envolvendo através da diversão e da emoção (melhor resultado). E assim, o sucesso!

Para ser um grande artista há que empreender em arte! Para ser um grande empreendedor há que também criar, estudar, preparar, se envolver e contagiar sua platéia-clientes, como um grande ator em cena, na ação presente de cena. E o tempo é AÇÃO, tanto no palco, como na vida. E  ação e realização começam AGORA!

Feliz 2010 aos EDB !