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Avatar

terça-feira, janeiro 19th, 2010

E tenho dito e visto! Avatar, eu vi. Quem não vir, vai perder uma das grandes viagens da telona. Mas tem que ver o filme em 3D, com aqueles óculos especiais estranhos, sem eles, sem graça. E soube por um amigo que os óculos 3D nos states são melhores e que o preço do ingresso lá é a metade do preço daqui, benefícios que logo estarão em cartaz por aqui também (rsbi: riso besta irônico!). E Avatar faz tamanho sucesso que outros estúdios pararam produções em andamento para começar do zero em 3D, entre elas: o Homem Aranha 4. Isso é revolucionar o mercado. Não assisti nenhum dos Aranha no cinema, mas o 4 em 3D tô na teia. É uma viagem diferente e divertida, empreendimento  inovador, talvez não em idéia, mas em formato e realização. E sobre o desafio de fazer um filme deste porte …

… achei entrevista sobre James CAmeron na Rolling Stones espanhola, que a edição brasileira de janeiro traz na íntegra. Abaixo alguns trechos me chamaram atenção: há 13 anos, o diretor fez Titanic, primeira bilheteria de todos os tempos e só agora voltou com Avatar, que já está como segunda bilheteria da história. O projeto começou a ser idealizado em 1994 e o cara pensou, escreveu e produziu o filme (olha só o tempo como valor). A entrevista mostra também como ele é focado em resultado e com um estilo de liderança que chamam de napoleônica, tendo fama de arrogante e  intratável. Ah, na entrevista James diz que tomava LSD com dezessete anos. No filme, com certeza, ele homenageou suas memórias lisérgicas fazendo arte revolucionária em grande estilo (esse meu comentário não quer dizer que ácido faz de quem usa um diretor de sucesso).

E como dramaturgo e consultor de comunicação da Teatrês, uma dica para se refletir sobre o enredo do filme. Ele trata de Valores! São dois mundos em conflito: o mundo dos “conquistadores humanos” e o mundo dos “a serem conquistados, os alienígenas”. A ponte entre eles: um ser humano que precisa compreender os valores dos alienígenas para poder convencê-los a deixar seu habitat, seus valores. A história deste ser humano, vivendo entre dois mundos de valores diferentes e fazendo a ponte entre eles é que dá a dimensão da ação central do filme. E o conflito deste personagem, adequando-se a estes valores, é que prendem nossa atenção racional e emocional por quase 3 horas! A primeira bilheteria da história: um filme no mar. E agora caminhando para ter êxito com um roteiro futurista no espaço. Empreender é realizar e o resultado a gente vê (literalmente). Veja o filme, leia a entrevista!

Salve, salve!